Fast Foward Comunicação

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06.09
 

Males do Ácool Causam Epidemia.

Tá lá na revista médica britânica “The Lancet”, uma das mais respeitadas do mundo: uma em cada 25 mortes no mundo e 5% dos anos vividos com incapacidade são decorridos de abuso de bebidas alcoólicas. Os pesquisadores querem que as bebidas alcoólicas sejam alvo de regras mais rígidas, como as impostas para reduzir o tabagismo. Pera aí, deixa eu entender: os caras querem é proibir o consumo de bebida em locais públicos? Eu nunca vi fumódromo em cada esquina, mas tem um buteco em cada uma. Vão acabar com os bares, é isso? O que será dos nossos portugueses e espanhóis que colonizaram o Brasil com uma birosca, vendendo cachaça e sardinha? O que será do Bracarense? E do Chico & Alaíde? Vão virar konistores? Ou vender naturebas? Poupem-me. Já imaginou você estressado com uma campanha pra amanhã, não poder ir num local público, mais conhecido como bar, e tomar seu redzinho num copo baixo, com muito gelo e uma água sem gás do lado? Pensa bem, você sair com o pessoal da agência prum happy hour sem bebida: será a unhappy hour. E aquele gim tônica com o cliente? Bau-bau? O mundo vai acabar, não em pizza mas em um copo de guaraná. Adeus frases geniais como “Bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comia” e “Para mim, a humanidade sempre está uma dose a menos”, ambas de Boogie. E aquela linda “Não existe mulher feia, você é que não bebe”, de um anônimo? Nunca mais. As missas católicas também teriam que acabar: o bom e velho “Tomai e bebei, etc, etc” seria proibido: igreja também é lugar público, né? E aquela “Eu nunca fiz um amigo conversando com um copo de leite na mão”? Apenas uma citação para o futuro? Sai pra lá. Que tal pegar esses ingleses de merda e trancar num quarto com o Jaguar, o Moacyr Luz, o Antônio Pedro e o Zeca Padodinho? Eles amanheceriam com a boca com gosto de corrimão de escada e prontos para uma rebatida e um ovo rosa.

Pra encerrar, lembrei de uma genial: se fosse pra escolher entre ter Parkinson ou Alzheimer, o que você escolheria? Eu escolheria Alzheimer, pois é melhor esquecer de pagar a conta do que perder o chope pela mão trêmula.
 
Por João Bosco

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