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11.08
 

Change

A campanha do Barack Obama pode ser a "brasileirização" da campanha americana como disse o Diogo Mainardi na coluna dele da Veja dessa semana. É bem verdade que o cara pega tão pesado quanto nossos políticos, que o New York Times se comportou como a Gazeta do Maranhão (ou coisa do gênero), mas a campanha dele tem grandes méritos, principalmente na parte de planejamento.

É genial você consiga associar um candidato a uma palavra simples como CHANGE, principalmente porque mudança é o que todo ser humano em qualquer lugar do mundo quer. E se é isso o que você quer, então é isso o que precisa ser oferecido ainda mais no meio da maior crise econômica mundial dos últimos 80 anos. Mas se pensarmos um pouco o conceito veio antes da crise. Interessante saber que a crise era previsível, mas a gente ouve todos os dias notícias de que fulano já sabia, que sicrano comemorou, que beltrano enriqueceu, etc. Todos eles fizeram o mesmo movimento da campanha de Barack Obama.

Na minha opinião, não era possível prever com 100% de certeza que a crise viria e, se viesse, que seria agora e, se viesse agora, que duraria tanto tempo. Ou seja: quem ganhou e ainda está ganhando dinheiro com a crise está três ou quatro movimentos a frente do oponente, assim como o pessoal da campanha de Obama e isso é o que há de mais genial no posicionamento e no trabalho realizado.

Mas: e se a crise não viesse? a campanha também teria sido brilhante, porque as pessoas estão sempre em busca de mudança e se alguém puder representar isso para você, melhor, muito melhor. No final da campanha uma nova palavra foi adicionada: HOPE e esperança faz parte da mesma família...quem sabe isso não seja só mais um discurso. Vale a pena uma olhada no site www.obama.com e no vídeo aí embaixo.

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