Passeando hoje cedo com o Bart, nosso delicioso labrador, parei em frente ao buteco do Ferreira, o português mais grosso e folgado que eu já vi na minha vida – não levou um tiro na cara ainda de sortudo que é. Bart estava se aliviando e eu pegando o jantar dele de ontem quando ouço, às 6h30 da matina, uma voz vinda do balcão do Ferreira: um habitué magro, tomando uma branquinha com um pedaço de bolo, discursando pros seus amigos, depois de dar a do santo.
- Olha, eu não gosto mesmo de trabalhar, nunca gostei. Inclusive eu só trabalho porque eu não sei fazer outra coisa...
Genial.
Por João Bosco

Aaaaah, o Bart... o seu Marley ainda existe, que delícia! Dá uns apertos nele e pra você, querido, um beijo enorme.
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