O meu psicanalista me propôs essa questão há umas duas semanas atrás. A resposta parece fácil, instintiva, mas não é. A cada pessoa que pergunto isso, ouço uma resposta diferente. tem gente que é enfático em dizer que sim, o pensamento existe sem o pensador. Aí você pergunta como pode haver pensamento que não é pensado, como ver o pensamento como uma entidade em separado? Faz-se a confusão e a pergunta persiste. Outras pessoas dizem não. O pensamento não existe sem o pensador. Aí, quando eu menos espero, vejo meu cachorro olhando para a sua tigela de comida que está fora do alcance e penso: será quue cachorro pode ser chamado de pensador...afinal: que ele pensou, pensou.
O que eu acho interessante nisso é a habilidade do ser humano de questionar coisas que não precisam ser questionadas. Mas: se desistirmos de questionar, morremos. Se insistimos em questionar, crescemos...
E é por isso mesmo que fazemos o que fazemos a cada novo desafio de comunicação na agência. O cliente diz: queremos um anúncio na revista x e nós responndemos: como assim? como é possível saber a resposta antes do problema? e questionamos várias vezes para voltar lá e dizer: olha você não precisa de um anúncio, você precisa de um plano, assim, assado, cozido, frito...
E muitas vezes ouvimos dos clientes. Ué, mas a agência X disse que eu estava certo, que só precisava desse anúncio etc.
Questionar, questionar, questionar. É isso o que nos faz diferentes e orgulhosos de não sermos mais uma agência no mercado.Conclusão: Penso, logo existo.

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