Um amigo meu me disse que eu deveria parar de ouvir tanto meu terapeuta. As minhas maiores queixas e questionamentos acontecem sempre depois passar por aquele divã. Estou há mais de 8 anos com este santo homem de me ouve toda semana. As demais terapias nem levo em consideração. Deixo a vida me levar ou paro e penso? Penso e questiono cada passo, cada face da minha história, cada pessoa, cada situação? Sou inquieta, me distraio com facilidade e os devaneios são inevitáveis. A correnteza dos acontecimentos às vezes me surta. Não quero controlar tudo, mas quero as rédeas de minha vida, dentro do possível. Não quero desafiar nem o Freud nem o Zeca Pagodinho. Talvez a Beth Carvalho esteja certa quando canta “O que Será do Amanhã?” Paulinho Moska sabe o que diz quando propõe “vamos começar colocando um ponto final...” Alguma sugestão?

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