Não sei se vocês já assistiram aos comerciais de algumas revendedoras VW, Ford, Chevrolet do Rio de Janeiro. Se você só vê Globo ou TV paga, esquece.
O da Dirija é assim: Dirija é Chevrolet, Chevrolet é na Dirija.
O da Barraford é assim: Barraford, o melhor da Ford pra você, Barraford.
O da Disbarra: Disbarra, perfeição em Volkswagen é Disbarra.
Eu não estou criticando a estrutura da frase, pode até ser eficiente o nome do cliente duas vezes e a marca do veículo na mesma frase. Trata-se de um mesmo empresário que é dono das três revendedoras e quer passar isso subliminarmente? Não sei se a idéia é essa, mas acho que confunde as pessoas. Ouvindo as assinaturas sonoras que fecham os comerciais, e que são praticamente idênticas, eu, pelo menos, confesso que troco as bolas. Não se trata da harmonia ser praticamente a mesma, até o coro é composto pelas mesmas vozes. Na minha opinião, quando todo mundo persegue a diferenciação, essas três revendas tomam logo o caminho inverso, a contra-mão da Bíblia da identidade de marca: a importância de se criar uma identidade, uma personalidade de marca. Pode ser que eu esteja equivocado, mas acho que, no fundo, no fundo, isso é mesmo preguiça do letrista e do músico que fizeram as trilhas sonoras.
por João Bosco

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