Essa é a primeira pergunta que um publicitário faz ao outro quando se encontram depois de um tempo. Mas ele não tem nem curiosidade nenhuma de saber de verdade “como é que tá lá?” o que ele está dizendo é – Putz, não tenho assunto nenhum com esse cara...é melhor ver se ele me conta alguma coisa da agência dele...
E a pergunta acontece nos lugares mais estranhos do mundo. Por exemplo: na recepção de um cliente que resolveu fazer uma concorrência e chamou todas as agências no mesmo dia. Tem alguma coisa mais constrangedora do que isso? Fica todo mundo na recepção, um silêncio absurdo e a pergunta fatal: como é que ta lá?
Ou então na infeliz coincidência de sentar, em um restaurante qualquer, na mesa ao lado do colega. Primeira providência: aguçar os ouvidos e ver se descobrimos alguma novidade de mercado. Segunda: jamais atender o celular na frente do concorrente. Terceira: perguntar o inócuo como é que ta lá?
E na pior de todas. O cara chega de braços abertos dizendo seu nome e falando coisas como: Puxa, há quanto tempo! Você continua naquela agência, atendendo aquele cliente? etc. e você não tem a menor idéia de quem seja. Claro que você se lembra da cara do sujeito, mas o nome dele e em que circunstâncias vocês se conheceram. Isso é impossível. Aí não tem saída, ou melhor, só tem uma: - como é que ta lá?
O João Bosco acha que deveríamos fazer uma camiseta com a frase, eu acho que o ser humano devia ser obrigado a usar craxá com um breve currículo. Mas concordo com a camiseta. Já abrimos o job e já estamos recebendo pedidos.
Por Eduardo Forbes

Adorei a idéia da camiseta, vou querer uma!(risos)
Depois de tanto tempo sem trabalhar em agência eu tinha me esquecido de como nós publicitários podemos ser previsíveis...
bjo!
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