Depois do Zé Alencar, padrinho do meu grande amigo e que já se foi, Daniel Freitas, que montou a DNA pré- Marcos Valério, agora a Ministra Dilma aparece na televisão para confessar publicamente, honestamente, que está com câncer. Se fosse em Minas, sairia que a Ministra está com “aquilo”, ou com “a doença”. Porque mineiro tem verdadeira aversão pela palavra “câncer”. Por isso, desconfio que a frase “O mineiro só é solidário no câncer”, seja realmente do Otto Lara. Se a frase fosse “O mineiro só é solidário naquilo”, já vinha com firma reconhecida. Mas deixa eu voltar ao que estava querendo dizer, senão eu me perco. A Ministra Dilma está com câncer e vamos todos, eu, inclusive, torcer pela melhora da mãe do PAC. É brabo, violento, mas foi descoberto a tempo e ela tem muitas chances de se curar. O que não tem cura mesmo é o câncer na política brasileira: castelo no interior de Minas, mansão no lago em Brasília, grandes construtoras no Caixa 2, funcionários laranja, escândalo das passagens aéreas. Se o câncer da Ministra tem cura, este, infelizmente, não tem. Me lembra também o câncer que tomou com força o mercado publicitário: BV, comissões abaixo da lei, agências que oferecem um ano de criação de graça em troca da veiculação furando o olho de outras grandes agências. Isso, infelizmente, não vejo cura. Triste.
por João Bosco

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